segunda-feira, 1 de junho de 2009

As coisas que perdemos pelo caminho.

Antes ela era aquele tipo de garota apontada pelos professores como o (bom) exemplo da sala.
Bem, isso foi antes.
O tempo foi passando, as amigas mudando, e ela foi percebendo que já nem era tão legal ser conhecida pela "garota que passa as colas".
Então ela foi se transformando de acordo com o que eles julgavam legal.
Ora e era tão legal de certa forma!
Era tudo tão...seguro!
o esquema era simples:
tudo o que ela tinha que fazer era atender um telefonema numa noite de sábado, se arrumar, esperar a hora marcada pra buzina tocar e pronto!
O resto...era só seguir a maré...

Mas aí, o tempo apressado, continuou a passar...
uma parte deles seguiu caminhos totalmente diferentes, outra parte, ignorou o chamado do tempo, criando pra sí uma espécie de bolha da terra do nunca.
aquela. onde o tempo nunca passa.
ou pelo menos não parece passar.
E ainda restava uma outra parte, que ficou perdida no meio dessas duas dimensões..meio que confusa sobre o que deveria ser agora, já que a sua essência estava se não perdida, escondida em algum lugar que ela não conseguia se lembrar.

Sim. Ela fazia parte desse grupo. Dos perdidos.

Nada mais era seguro.
Antes ela tinha aquela "certeza" que sempre teria alguem lá; mesmo que fosse do outro da linha, mas teria alguem pra ouvi-la pelo menos.
Essa certeza demorou a partir, ou melhor, ela teve que ser expulsa! e essa expulsão foi da pior maneira possível, ou ao menos, inesperada:
Foi num momento de quase total desespero, ela resoveu ligar praquele número antigo, que já sabia de cór, esperando um no mínimo "conta comigo" como tantas vezes ela disse para a mesma, mas no lugar disso, só ouviu risadas.

oO
Risadas? como assim?
Alguem poderia explicar qual parte do seu drama provocava graça?

Bom, ninguem nunca a explicou até hoje.
mas depois de tanto se questionar, ela decidiu que não queria realmente saber.
Decidiu que já que aquela amizade não existia mais, ao menos poderia guardar os bons momentos.
Afinal, a tal da Certeza já tinha sido expulsa mesmo! e levou consigo toda a sua família, inclusive uma prima distante, uma tal de Esperança...

Finalmente, todos esses fatos, toda essa frieza, fizeram com que ela percebesse que talvez não fizesse mais parte Dos Perdidos.
Fazia parte do grupo que seguiu adiante, mas ainda precisava se desligar completamente daquele lugar, daquelas pessoas que traziam aquelas lembranças...
lembranças daquelas coisas que perdeu pelo caminho.

bejos enoooormes.

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